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30 de setembro de 2020

Fotofobia: o incômodo nos olhos de quem não consegue olhar diretamente para a luz.

Quem sofre de fotofobia enfrenta dificuldades por causa da intensidade de luz em ambientes luminosos e dias mais claros e, com isso, acaba fazendo o possível para evitar que a visão se choque com essas energias. A fotofobia, também conhecida como sensibilidade à luz, é uma condição visual que faz com que a pessoa reaja quando seus olhos estão expostos à claridade (natural ou artificial), sendo esta intensa ou até mesmo regular. Esse comportamento é caracterizado pelos médicos como intolerância patológica ao estímulo luminoso, que, de certa forma, é definido como um desconforto visual provocado pelo excesso de luminosidade no globo ocular. A reação da pessoa que sofre com esta condição é respondida a partir da dificuldade que a mesma enfrenta em abrir os olhos, ou mantê-los abertos, em ambientes relativamente claros.Na maioria dos casos, a fotofobia ocorre devido a fatores congênitos, tais como ausência de pigmentos no fundo do olho e casos de aniridia (ausência da íris). Pessoas que têm olhos de cores claras, como azul e verde, podem desenvolver os sintomas de aversão à luz, pois as camadas dos olhos de tons claros absorvem menos luz que os de cores comuns.Porém, nem sempre essa sensibilidade ocorre de forma natural. Existem alguns casos que estão associados à decorrência de uma aversão à luz. Segundo o oftalmologista Pedro Carricondo, a fotofobia pode ser desencadeada tanto por problemas visuais quanto por causas sistêmicas.A primeira acontece devido a inflamações oculares (como uveítes e reações pós-operatórias), alterações na retina (como degenerativas e albinismo) ou lesões corneanas (como arranhões e ceratites). Já as sistêmicas ocorrem por alterações do sistema nervoso central, responsável por provocar a cefaleia e a enxaqueca.“Em condições onde existe dano ocular ou alterações do sistema nervoso central, os sintomas característicos que definem uma aversão à luz podem aparecer. O mecanismo para seu estabelecimento ainda não está bem definido, mas parece estar relacionado a conexões das células retinianas ou de outras partes do olho com o sistema trigeminal”, explicou o oftalmologista.E quem acha que a fotofobia é capaz de pro-vocar alguma doença ocular já pode ficar despreocupado. Em geral, esta condição não causa nenhuma enfermidade visual, mas, de acordo com o Dr. Pedro Carricondo, este caso exige um acompanhamento periódico para que haja uma avaliação médica adequada, especialmente quando a pessoa apresenta um desconforto visual agudo quando está presente em lugares claros.“A fotofobia já é considerada um sintoma importante de que há algo de errado com os olhos do paciente. Por isso, os cuidados médicos e oftalmológicos devem ser procurados o quanto antes para que haja melhor avaliação do problema. Especialmente em situação crítica, como o embaçamento visual”, concluiu o especialista.
“A fotofobia já é considerada um sintoma importante de que há algo de errado com os olhos do paciente. Por isso, os cuidados médicos e oftalmológicos devem ser procurados o quanto antes para que haja melhor avaliação do problema. Especialmente em situação crítica, como o embaçamento visual."

Tirando dúvidas:

Não existe tratamento específico para “curar” o paciente que tem fotofobia. Até porque este desconforto não é considerado pelos médicos como uma doença ocular. Afinal, trata-se apenas de uma sensibilidade dos olhos a qualquer tipo de luminosidade. O melhor a fazer é estabelecer a causa para reduzir os sintomas desta condição.Usar óculos escuros em ambientes externos e diminuir a intensidade da luz em locais fechados podem ajudar a diminuir os sintomas de quem sofre com esta sensibilidade. Lembrando que é importante manter uma periodicidade regular com um especialista para o melhor acompanhamento do caso.

Fonte: Veja Bem