BLOG

25 de setembro de 2020

Novas tecnologias para reverter processos de cegueiras em pessoas com doenças degenerativa na retina

A retina é a parte do olho onde se formam as imagens. É composta por células fotorreceptoras que são responsáveis pela conversão da luz em impulsos elétricos, levando a informação ao cérebro, onde a visão é processada. Seu funcionamento é similar ao da câmera fotográfica. A maior parte de suas células é nervosa, por isso,
se houver algum dano nesta parte do olho, pode ser irreversível. Levando à cegueira!
As células fotorreceptoras são divididas em dois grupos: os cones, que são responsáveis pela visão de detalhes e das cores; e os bastonetes, responsáveis pela visão noturna e periférica. Caso haja degeneração nestas células, há perda na capacidade de transmitir imagens ao cérebro, isso acontece em pessoas que possuem uma doença chamada reti nose pigmentar, considerada hereditária e
que causa baixa gradual da visão devido à morte dos cones e bastonetes. Um dos sintomas da doença é a difi culdade de enxergar à noite; além de diminuição do campo visual e alterações na percepção das cores e detalhes. O diagnósti co da doença é feito em adolescentes e adultos jovens.
A Second Sight Medical Products Inc. é uma empresa, da Califórnia, líder no desenvolvimento de próteses para reti na para deficientes visuais. Há, aproximadamente, 20 anos a empresa vem desenvolvendo (e testando) uma prótese óptica capaz de restaurar, ao menos parcialmente, a visão de quem sofre, principalmente, de reti nose pigmentar. Com o sistema Argus II, denominação da tecnologia desenvolvida, acontece a conversão de imagens de vídeo captadas por uma pequena câmara instalada nos óculos do paciente. São transmiti das séries de pequenos pulsos elétricos, sem fio, para uma matriz de eléctrodos sobre a superfície da retina, para estimular as
células que ainda não foram danifi cadas. O resultado da percepção vai depender de padrões de luz do cérebro. Desta forma, o paciente aprenderá a interpretar esses padrões visuais, resultando na recuperação de alguma função visual.

O sistema Argus II foi aprovado pela FDA, órgão governamental responsável pelo controle de alimentos e medicamentos nos EUA, em 2013. O público que vai ser favorecido com a nova tecnologia será de pacientes com avançado estágio de retinose pigmentar.
Segundo informações da revista Scienti fi c American Brasil, a Second Sight recebeu o aval para colocar o Argus II no mercado com base em uma experiência clínica de sucesso feita com 30 pacientes cegos no mundo inteiro.

O implante de reti na estará, inicialmente, disponível ainda este ano no Centre Hospitalier National d’Ophtalmologie des Quinze-Vingts, em Paris, nos Hôpitaux Universitaires de Genève, em Genebra, e no Manchester Royal Hospital e no Moorfi elds Eye Hospital, em Londres.
Segundo publicação do Hospital Albert Einstein, existe outra frente de pesquisa envolvendo uma terapia, chamada gênica, que trata o gene RPE65, em busca da correção do gene defeituoso que degrada os fotorreceptores que leva à perda gradual da visão. Este ainda está em estudos iniciais.
Todas as possibilidades estudadas e testadas até então representam novas esperança para os portadores de reti nose pigmentar em obter resposta, ao menos parcial, para melhora na qualidade de suas vidas.

Fonte: Revista Veja Bem