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26 de agosto de 2020

O que podemos esperar dos avanços tecnológicos na Oftalmologia

“A tecnologia move o mundo”
                                             Steve Jobs

A frase do memorável empresário tem a ver com o assunto que vamos falar a seguir: os avanços tecnológicos observados na oftalmologia.
Todos os dias surgem coisas novas. A tecnologia permite descobertas, respostas e a criação de centenas de novas perguntas. Esses avanços acontecem também para facilitar o diagnóstico e para realizar intervenções avançadas e precisas em diversas áreas da Medicina. A Oftalmologia destaca-se por ter sido a primeira especialidade médica a utilizar o laser com o objetivo terapêutico e por promover o seu acelerado e constante desenvolvimento.
O envelhecimento da população brasileira, os hábitos de vida inadequados, o uso excessivo de computadores e smartphones, a dificuldade e a demora de acesso aos serviços de saúde e a compra de óculos de sol e sem proteção UV ou com grau errado estão entre os principais fatores que têm elevado o número de pessoas com problemas de visão no país. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 35 milhões de brasileiros apresentam algum tipo de limitação na visão.
Outro dado alarmante é que cerca de 34% dos brasileiros nunca passaram por uma consulta com o médico oftalmologista, por não querer ou por não saber da importância desse profissional.
Entre as doenças oculares mais prevalentes no Brasil estão miopia, hipermetropia, presbiopia e astigmatismo, problemas que podem ser facilmente corrigidos com o uso de óculos e com o acompanhamento oftalmológico regular.

Os progressos atuais das pesquisas na área de Oftalmologia, realizadas nos maiores centros do mundo, possibilitam aos cidadãos terem acesso
a diversos tratamentos eficientes e inovadores.

A evolução dos tratamentos é uma garantia de conforto e bem-estar para a população que sofre com problemas de visão em todas as faixas etárias. Podemos citar, por exemplo, a cirurgia refrativa, conhecida como o procedimento de correção de hipermetropia, miopia e astigmatismo. Essa cirurgia pode ser a solução para muitos indivíduos que utilizam óculos ou lentes de contato e que querem parar de usá-los. Contrariando o que algumas pessoas ainda pensam, essas cirurgias se tornaram muito sofisticadas e precisas, o que, de um lado requer maior qualificação do cirurgião, e do outro oferece resultados mais seguros e precisos. Elas duram poucos minutos e o pós-operatório é cada vez mais tranquilo. As técnicas mais modernas de cirurgia refrativa utilizam apenas laser para realizar a correção da visão.

Dessa forma, não há cortes com lâminas, nem é necessário submeter o paciente a uma internação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2020, a miopia atingirá cerca de 35% da população mundial. Até o ano de 2050, as projeções indicam que esse percentual deva atingir a marca de 52% da população.
Diante desse cenário, fica claro o quanto o avanço da implantação de novas tecnologias nos diagnósticos e tratamentos oculares é fundamental.

De acordo com estudos e pesquisas, a previsão é que, no futuro, as cirurgias de catarata e refrativa serão totalmente executadas por inteligência artificial ou cirurgia robótica. Hoje, tais recursos são usados apenas parcialmente. Poucas áreas serão tão favorecidas pelos avanços da cirurgia robótica e inteligência artificial quanto a Oftalmologia. O olho é um “território” muito especial para aplicação dessas ferramentas.

Atualmente, as principais tecnologias oftalmológicas oferecidas no Brasil são laser de femtosegundo (utilizado em cirurgias refrativas e de catarata); lentes intraoculares (presentes na cirurgia de catarata); lentes de contato multifocais, para astigmatismo, e fotocromáticas, que se adequam de acordo com a iluminação; tratamentos com crosslinking e anel intraestromal; plugs de ponto lacrimal; e técnicas de blefaroplastia.

Estão a caminho avanços muito interessantes e importantes na área oftalmológica, como o aperfeiçoamento de novas técnicas e o desenvolvimento de terapia gênica para doenças degenerativas, que está em fase bem adiantada nas pesquisas.

Fonte: Revista Veja Bem