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15 de setembro de 2020

Quando desconfiar que uma criança enxerga mal

A visão é mais importante durante nossa formação do que pensamos inicialmente. Muito do que desenvolvemos, como noções de profundidade, movimento e cor, só pode ser aprendido até certa idade na infância. A correção de acuidade visual deve ocorrer o quanto antes.

Mas como identificar quando há a necessidade de correção ou tratamento da visão das crianças?
Especialmente quando ainda nem sequer sabem falar, pode ser difícil identificar os sinais de alerta.
Primeiramente, todas as crianças devem passar pelo Teste do Olhinho, exame realizado logo ao nascer ou nos primeiros meses de vida, que identifica qualquer má-formação nos olhos ou doenças genéticas, como catarata ou glaucoma congênitos, tumores, traumas, infecções ou cegueira. No entanto, certas condições não podem ser visualizadas com tanta antecedência. Astigmatismo, miopia ou hipermetropia, cenários mais comuns, se desenvolvem conforme nossos olhos crescem.

Por isso, é importante manter-se atento aos sinais demonstrados pelas crianças, indicando que sua visão está comprometida.

Quais seriam esses sinais?
Até o primeiro ano de vida, verifique qualquer desvio em um ou ambos os olhos.
A partir dos quatro meses, qualquer desvio, qualquer desvio já merece acompanhamento especializado para se evitar sequelas, embora nem todos sejam permanentes.
“Em caso de qualquer suspeita, um médico oftalmologista deve ser imediatamente consultado.”
Nesse período, as crianças são capazes de seguir objetos em movimento, acompanhando-os com os olhos. Caso a criança não esteja realizando essa ação, pode haver alguma razão oftalmológica, motora ou até mesmo mental. A criança deve ser acompanhada por um oftalmologista regularmente, até os três anos, para impedir qualquer avanço de uma ambliopia (o chamado “olho preguiçoso”), que não apresenta sinal de alerta.
Outros sinais que devemos ficar atentos são vermelhidão, pus ou crostas em algum dos
olhos, pálpebras caídas, sensibilidade à luz, excesso de lágrimas, olhos sempre molhados, além de qualquer dor, coceira ou desconforto relatado pela criança.
Perdas visuais não diagnosticadas ou corrigidas a tempo podem levar à baixa autoestima, timidez e, principalmente, pode atrapalhar o rendimento da criança na escola.
Em caso de qualquer suspeita, um médico oftalmologista deve ser imediatamente consultado.

Fonte: Revista Veja Bem